CORRENTE DE AR
paulaloureiro @ 19:06
Deixo cair uma lágrima pelo meu rosto confuso
filha bastarda de meus tristes olhos
e da minha carente alma.
Enxugo-a condenando-a à curta existência
e deixo-a morrer sem que alguém a conheça.
Nesta dor contemplo o amor sem lhe tocar.
E vem a noite…
E vem a lua…
E vêm os beijos que ficam por dar.
Abri a minha janela e jamais a cerrei.
Fujo, mas em mim tropeço, sem sair deste lugar.
Tenho o meu coração com vista para a felicidade,
e a vida em constante corrente de ar.
Quem me destinou este amor sem sentido
que não consigo destruir!?
Paula Loureiro
29/01/2009

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Um Comentário »
isabel — 31-01-2009 - 00:38:09 GMT 1
Alma confusa, janelas abertas em constante corrente de ar com portas que se querem fechadas mas que teimam em não cerrar o trinco. Pretende-se que o coração tenha sempre e sempre vista para a felicidade mas, como quem comanda é a alma...,os tropeços acontecem.
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