AMOR SOFRIDO
paulaloureiro @ 00:00
Que angústia, que aperto no coração
que nó de palavras não prenunciadas
se embaraçam na garganta
de onde não podem sair.
Que turbulência de ideias
que vão e vêm sem controle.
Sentimentos que escapam pelas mãos
esvoaçando sem destino
até que Deus lhes dê rumo.
A solidão de um desejo silenciado
envolvido em vergonha de palavras
em tempos prenunciadas.
São marcas de um amor
que nunca chegou a ser.
Declarações deitadas à rua
que o vento se encarregou de levar.
São amores proibidos,
por tantos corações vividos!
Assim me conta quem ama
sem poder amar.
Assim guardo um segredo bem escondido
de quem ama e não é correspondido.
Paula Loureiro
20/12/2007

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