ENTRE MARÉS
paulaloureiro @ 10:41
Sem abandonar o leme
da embarcação da vida
navego entre as vagas serenas
e as iras das marés
que surgem intempestivamente
sem piedade do casco já tão consumido
desta minha embarcação.
Quero alcançar o porto seguro
na enseada onde um dia ancorei,
consertar os danos da minha pobre barca
para prosseguir sem sobressaltos
o mapa traçado, até ao meu destino.
Tenho comigo a tripulação
que não vou abandonar,
recusando-me a partir
sem que me acompanhem nesta viagem,
para unidos chegarmos a bom porto
e alcançarmos assim a serenidade
por todos nós tão desejada.
Paula Loureiro

Do Melhor
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del.icio.us
Comentários(2) »
igomes — 09-11-2007 - 00:12:09 GMT 1
Também eu, agora, navego na embarcação da vida, numa maré irada, sobre aqual consigo segurar o leme com toda a força. Até quando? Não sei. Espero chegar com o casco inteiro, embora raspado pelas grossas vagas, a um porto seguro, onde possa ancorar e descansar.
joel lira — 21-11-2007 - 11:35:09 GMT 1
Cada um de nós, logo à`nascença, ganhou um barco dentro da nossa alma. Uns foram feitos de "papel", outros de "madeira" outros de "ferro" e muitos de "cortiça", tambem... Quem já não andou com um barquinho numa das mãos e deixou-o deslizar no Mar dos Sonhos: Quem?
Creio que todos!
Hoje, o nosso barquinho cheinho de rotas, continua a navegar até encontrar o Cais da Felicidade, o porto de abrigo, sempre com os mapas estrelares e com o leme bem firme nas mãos suportando os vendavais da vida.Foi para isso que nós viemos ao Mundo: saber enfrentar as vagas e os vagalhões das tempestades com a nossa capacidade intelectual e, estarmos sempre dispostos em continuar a rumar; mesmo sabendo que lutamos contra a maré de outros mares!
Aqui, não há comandante que abandone o seu leme!
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