CONFISSÃO

Gosto de ti.
Desde quando, não sei.
Talvez desde o dia em que te conheci!
Ou mais tarde, quem sabe!?
Não me perguntes que espécie de amor é este,
que me fez esquecer todos os ensinamentos
gravando no papel pensamentos,
de uma estranha num corpo e alma
que pensava conhecer.
Não me perguntes se um dia te vou esquecer.
Vivo o presente sem futuro
com o pensamento num passado
que guardei só para mim.
As palavras chegam sem que as consiga evitar.
Escrevo-as para me lembrar
dos tempos que passei
dos dias em que no papel confiei
para as minhas mágoas desabafar.
Não quero esquecer as palavras doces que li,
do tudo e do nada que vivi!
O passado é meu, o futuro nada será.
O presente é o que vive em mim
e que nem sempre posso clarificar.
Sei que não te quero deixar,
que este amor não quero perder,
porque desde quando não sei
vivo apaixonada pelas palavras
no desejo de as escrever.
Paula Loureiro

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