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Arquivo: Outubro 2007

VIAGEM SEM FIM

paulaloureiro 31/10/2007 @ 22:54

amor2051.gifO amor e a paixão
são sentimentos que cegam,
são desejos incontroláveis
que permitem loucuras
só entendidas por quem já amou.
São corpos e almas que se unem
num desassossego que não tem fim,
numa ânsia de viver
como se o mundo fosse acabar,
e a quem ama fosse negado o tempo
para ao outro se entregar.
É um anseio de estar presente,
de ser a metade de alguém
que também nos reclama amor.
É o abolir da solidão
é a vontade de mostrar ao mundo
o quanto é bom adormecer
entre braços e abraços
de quem se ama,
silenciando gemidos com beijos
na intimidade da cama.

Paula Loureiro

PRIMEIRO VOAR

paulaloureiro 29/10/2007 @ 21:43

                                   Foi a sonhar que acordei
                                   e acordada continuei a sonhar.
                                   Um sonho com conteúdo
                                   á luz dos outros cegos e mudo
                                   como se nunca o sonho por mim tivesse passado.
                                   Um sonho calmo e agitado,
                                   que avançou sempre parado.
                                   Dou comigo a pensar,
                                   onde o sonho me vai levar!?
                                   Quero viver a realidade, seja ela qual for.
                                   Não vou continuar numa ficção
                                   que não vai parar sem sair do lugar.
                                   Quero um sonho verdadeiro,
                                   que não me deixe dormir.
                                   Que me mantenha acordada e a sorrir.
                                   Vou aprender, vou continuar de pé até ao fim,
                                   e sozinha vou alcançar
                                   o todo que falta em mim.

                                    Paula Loureiro

É ASSIM QUE ESCREVO

paulaloureiro 29/10/2007 @ 21:38

Uso as letras como amigas
com quem sempre desabafei.
Faço-o de forma simples, sem rodeios.
Uso a caneta e o papel como meios.
Tudo o que escrevia era meu.
Mostrar nunca pensei.
O tempo o dirá, se ao faze-lo errei.
Pergunta-me hoje quem já alguma coisa leu
quando comecei a escrever.
Não sei responder. Lembro-me de sempre o fazer.
Não sou poeta, não tenho o direito de dizer que o sou.
Esse é um longo caminho
por onde a minha mão ainda não passou.
Escrevo aquilo que sinto.
Escrevo de alma e coração,
e ao escrever desta forma, muitos não gostarão.
O que escrevo, tem o valor que tem!
É importante para mim, não necessita de o ser para mais ninguém.
A verdade magoa, é certo
mas não consigo mentir.
É desta forma que vivo
é desta forma que os meus sentimentos
vou continuar a transmitir.

Paula Loureiro

Caminhos já traçados,não obrigado!

paulaloureiro 29/10/2007 @ 21:37

Tantos e quantos não passam por este mundo
somente por passar?
Vivem ou sobrevivem sem nunca conhecer o seu lugar!
Cumprem tradições,
passam os dias sempre iguais,
num estilo de vida semelhante a outros tais.
Não vivem, cumprem rituais
passados de geração em geração
e enganando-se a si próprios,
pensam que são felizes, mas não são.
Não conseguem libertar-se das amarras
regras e preconceitos criados por alguém,
que ao não conhecer a felicidade,
não pensou em mais ninguém.
Infeliz do que sai do caminho pela sociedade traçado.
Infeliz do que procurando o seu caminho
pela boca do povo é falado.
São bocas de gente complexada
que cegas, caminham pelo mesmo trilho
e vegetando, passam pelo mundo sem viver nada.

Paula Loureiro

FICA COMIGO!

paulaloureiro 24/10/2007 @ 19:58

Aqui me encontro em frente a ti,
mais uma vez sem conseguir fugir
deste amor que por ti sinto
deste amor que não consigo fingir.
É mais forte do que euem-frente-ao-mar.jpg
maior do que a tua imensidão.
Quero ser tua amante, aceitando a condição
de saber que não és só meu,
e que nunca o virás a ser.
Teimas em apagar da areia molhada,
as palavras que não queres ver,
mas por mais que apagues,
vou continuar a escrever.
Tenho necessidade de te ouvir
quero contigo me envolver.
Fazes parte da minha vida
não te posso perder.
Pela tua bravura, não agradas a todos,
e nem todos como eu te conseguem ver.
Fica comigo MAR,
quero sentir-te, saber que existes,
cada dia que o Sol nascer.

Paula Loureiro

NÃO BASTA PLANTAR

paulaloureiro 24/10/2007 @ 19:54

Plantei uma árvore
perto de um lindo jardim.
Com carinho dela tratei,
que crescesse esperei.
Esperei que ficasse forte,
que desse flor e fruto.
Continuei á espera,
mas nada vi.
Não cresceu, não floriu
e muito menos fruto deu.
Então onde errei? Pergunto eu.
Errei porque não reparei
no solo em que a plantei.
Dali nada de bom podia vingar.
Solo pobre que nada podia dar.
Mas aprendi, comparei e vi
que tal como na natureza,
por muito que se cuide de algo,
também no Homem
por muito que se ensine,
que na melhor escola que tenha estudado,
se o seu solo chamado carácter
de nada valer,
nunca como pessoa vai crescer,
e dele nenhuma fruta sã se vai colher.
Independentemente, dos livros que possa ler.

Paula Loureiro

ELES SÃO NAMORADOS!

paulaloureiro 24/10/2007 @ 19:51

images4.jpgO amor faz parte da vida
da Marisa e do André.
São dois jovens enamorados
que descobrem o que a vida é.
Mas atenção!
A vida não é só o bater mais forte do coração.
Não é só o querer estar junto
de quem se julga amar.
Esse é um verbo que só o tempo ensina a conjugar.
A vossa vida, está agora a começar.
Só mesmo o tal do tempo,
vai provar, se o que sentem é amor,
por isso, sejam amigos também.
Confiem um no outro
e não acreditem em mais ninguém.
Não permitam jamais,
que a desconfiança reine entre vocês.
Não caminhem á frente do tempo,
para que o tempo não vos faça cair.
O malandro do tempo prega partidas,
e depois fica-se a rir.
Que o amor vos acompanhe.
Gosto de ti André.
Mas se por um acaso, o amor acabar,
lembrem-se que é sempre bonito
ver a amizade continuar.
Parabéns por este dia, e por muitos que virão.
O André gosta da Marisa
a Marisa gosta do André.
É lindo olhar para eles,
e ver o que o amor é!

Paula Loureiro

CURTAS DISTÂNCIAS

paulaloureiro 21/10/2007 @ 10:37

O céu e o mar, contemplam-se
sem nunca um no outro tocar,
nem mesmo no infinito,imagem-mulher-mar.jpg
onde se parecem encontrar.
Têm em comum as estrelas
umas filhas da lua,
outras das sereias que os oceanos
escolhem para amar.
As águas calmas e tranquilas
combinam com o céu de verão
onde orgulhosamente o sol
de tão longe faz chegar
o reflexo dos seus raios a brilhar.
Como retribuição, quando o Inverno
se aproxima, revolta-se o mar,
que as águas ao céu oferece
para que as nuvens as possam levar.
E nesta permuta,
com a distancia do céu ao mar
sem nunca deixarem de se olhar
presenteiam-se estas grandezas
com o que cada um tem para dar.

Paula Loureiro

Talvez um dia...

paulaloureiro 17/10/2007 @ 19:51

Talvez um dia, consiga dizer
as palavras que hoje não sou capaz de escrever.
Talvez um dia consiga sorrireu-queria-ser-amor-geisa1.jpg
com um sorriso sentido,
tão diferente do que trago comigo,
mentiroso e fingido.
Talvez um dia seja uma pessoa alegre,
que consiga esquecer ou compreender
o porquê do que sinto,
o porquê da tristeza que carrego
e que teima em não desaparecer.
Talvez um dia a consiga mandar embora.
Dizer-lhe que saia e que não volte.
Talvez um dia o lugar já vazio
da infelicidade que não quero,
fique ocupado por algo que há tanto espero.
Enquanto isso não acontece, sobrevivo
mas não desisto.
Vou lutar com todas as forças e vencer.
Vou procurar o dia em que diga,
hoje sei o que é viver.
Sei que vou encontrar por ai algures á minha espera.
Talvez um dia …

Paula Loureiro

VENTOS FORTES

paulaloureiro 17/10/2007 @ 19:46

Foi um vendaval que por aqui passou.
Um vento forte, que em vez de levar deixou.
Deixou marcas de dor,
e partiu, insensível ao amor.
Tão rápido surgiu, como rápido deixou de se avistar,
deixando por onde passou,
marcas difíceis de apagar.
É preciso reconstruir,
é preciso os cacos juntar,
a vida continua, não vai parar.
É preciso reconstruir de forma sólida e segura,
para que tudo não volte a cair,
se por cá voltar a passar.
Assim se aprende a resistir,
aos ventos fortes da vida,
que passam sem para trás olhar,
seguindo o seu caminho
sem verem o que ficou por arranjar.
Foi um vendaval que por aqui passou,
que em vez de levar, deixou.

Paula Loureiro

ONDE ESTÃO?

paulaloureiro 17/10/2007 @ 19:44

Justiça, igualdade, onde estão?
Por mais que olhe, não as vejo não!
Estão escondidas? A traz de quem?
Justiça não existe e a igualdade não é de ninguém.
Onde está a justiça de se ser feliz?
De se recompensar por o que cada um faz,
e não por o que diz?
Onde está a justiça de acabar com a guerra,
e saber dar valor á paz?
A justiça de poupar os inocentes,
de quem de tudo é capaz ?
De não falar nem ser falado,
sem que o porquê, seja analisado?
E igualdade? O que é isso afinal?
É todos terem direitos por igual?
E quem os tem?
Neste mundo não somos filhos da mesma mãe!
A justiça da vida, só conheço a do tribunal,
onde o homem também pode julgar mal.
A igualdade neste mundo, é nascer e morrer,
e pelo meio fica a desigualdade do viver.

Paula Loureiro

Partida do destino

paulaloureiro 17/10/2007 @ 19:42

Uma amizade perdida,
um dia na vida,
sem se saber onde foi parar,
sem o motivo se saber explicar.
Fiquei com o coração ferido,
porque a amizade verdadeira,
aquela que dura uma vida inteira,
tal como o amor, quando acaba,
deixa no peito uma dor.
Todos errámos.
Não podemos ninguém culpar.
Fomos nós que da amizade,
não soubemos cuidar.
Mas houve logo alguém,
que de certo ficou a rir.
Muita coisa se disse, muita coisa se especulou.
Mas como pessoas,
ocas que são ,não podiam pois então,
saber que um dia, inverteríamos a situação.
Hoje, são esses que sentem uma dor.
Mas não…
Não é dor no coração!
É dor de corno, o que nunca senti,
porque soube ser eu mesma ,
do principio ao fim.
Ter um amigo ou uma amiga,
é sabermos onde estão,
quando precisamos.
É estarmos lá, quando rimos,
e quando choramos.
É abraçar quando é preciso.
É saber chegar, quando a vida prega uma partida.
É de portas abertas, na sua casa ser recebida.
Se alguém pensou, por um momento só,
que esta amizade acabou,
lamento mas muito se enganou.
Só uma palavra a dizer, basta para quem não gostar:
AZAR!

Paula Loureiro

A LIBERDADE DE SONHAR

paulaloureiro 17/10/2007 @ 19:38

Esta noite sonhei contigo.
Amei-te debaixo
daquele teu luar.lua.jpg
Com as estrelas brilhantes
lá tão longe,
estive contigo sem te tocar.
É o encanto do sonho,
é o poder do pensamento,
que ninguém pode adivinhar.
É um segrego só meu,
que a ninguém vou contar.
Quando acordei,
não abri os olhos:
Queria continuar a sonhar.
Mas já não havia estrelas,
e muito menos luar.
Era o brilho do Sol,
que tinha de enfrentar.
Anseio que chegue a noite,
na esperança
de contigo voltar a sonhar.
E se por acaso,
isso não acontecer,
fomos amantes por uma noite,
sem ninguém saber.

Paula Loureiro

FLOR DO CAMPO

paulaloureiro 17/10/2007 @ 19:35

Colhi uma flor que não foi semeada.
Levei para casa, sem ninguém dar por nada.
Coloquei-a numa jarra,
na janela com a vista mais linda que se possa imaginar!
Despedi-me dela e fui-me deitar.amor_perfeito_imagelarge3.jpg
Senti o seu perfume, enquanto dormi
mas foi ao acordar que vi
a tristeza que ela sentia.
Estava murcha, a minha flor,
colhida e tratada com tanto amor!
O que fui eu fazer, ao para casa a trazer!
Dei-lhe o melhor que tinha para lhe dar,
mas não pensei que da liberdade a privei.
No campo, mesmo presa ao chão,
sentia o ar da natureza
e era livre mesmo presa.
A minha flor pertence ao campo,
e ao campo a vou devolver.
Nem a mais valiosa jarra,
nem a janela com a mais bela vista que possa ter,
tem o direito de a prender.
Por muito que tenha sido desejada,
era flor que para a minha janela não estava guardada.
Com o mesmo carinho que um dia a fui colher
ao campo onde pertence, a vou devolver.

Paula Loureiro

DEIXA-ME FICAR!

paulaloureiro 17/10/2007 @ 19:32

Gosto de ti com todos os teus defeitos.
Quero abraçar-te a toda a hora,
quero ficar, não me mandes embora.
Quero sentir esses teus braços fortes
que me aconchegam e que me magoam,
fazendo de mim um ser
que ri e chora sem saber
se te tem no momento seguinte.
Não me deixes, não me mandes embora
para destino incerto.
Aceito as tuas regras, mesmo que com elas não concorde
e submissa as vou cumprir,
quero ficar, não me deixes ir.
Deixa-me aproveitar tudo o que de bom
tens para me oferecer.
Quero continuar a viver.
Prende-me, porque sem dúvida sobre o que sinto,
a ti me declaro de cabeça erguida:
- Amo-te vida!

Paula Loureiro

ALERTA A JÚPITER

paulaloureiro 17/10/2007 @ 19:30

Júpiter, rei dos deuses e dos homens
Deus do universo, governante do Monte Olimpo
que coração tens afinal?
Deixas Marte rei da guerra espalhar o mal.
Baco, Deus do vinho, amigo ingrato
companhia de muitos que quando com ele estão
deixam de saber quem são.
Deste a Apolo o Sol, como se fosse sua propriedade
ele patrono da verdade, da musica e da medicina
deixando alguns com a triste sina
de á sombra viverem .
Não fossem as mulheres do teu reino,
onde estava a inteligência e a sabedoria?
É Minerva que a tem., Deusa que não cresceu
pois foi adulta que nasceu.
E a caça? A protecção animal?
É a Diana que cabe a função.
Quem cuida da terra? E dos cereais?
És tu, Ceres, Deusa da semente que dá o pão.
Que falta fazem os homens no teu reino então?
Vens dizer que é o Cupido que espalha o amor?
Atirando setas que provocam dor?
É somente filho de Vénus!
Essa sim Deusa do amor e da beleza
nascida da espuma do mar e do sangue de Urano
casada com o Deus do fogo que destrói ao passar.
Provavelmente Vénus traiu
porque nesse teu reino não sentiu
um Deus, para no amor a acompanhar!

Paula Loureiro

A FOME É MINHA VIZINHA!

paulaloureiro 17/10/2007 @ 19:27

Há fome perto de mim.
Pobreza humana, que castiga inócuos
que não pediram para vir ao mundo.
Há fome perto de mim
e sinto-me impotente, sendo uma na multidão
que nada consegue fazer.
Sinto a consciência pesada,
saber que a fome mora tão perto
e que eu não faço nada.
São pirralhos a crescer
à deriva na vida tão carrasca
de forma desumana a sentir
uma diferença que só pode engrandecer
a revolta de querer ser igual e não poder.
Dói – me o coração,
não poder acabar de vez com a pobreza.
Não ter solução para esta tristeza,
de saber que há fome perto de mim,
que o tempo vai passar
e o mundo vai continuar assim.
Não me conformo saber
que há fome perto de mim.

Paula Loureiro

LÁGRIMAS

paulaloureiro 06/10/2007 @ 19:11

Há dias em que o desassossego da alma
não segura uma lágrima que cai
no rosto mascarado
onde mora a tristeza sem ser notada
mas presente, num semblante camuflado.lagrimas.bmp

São lágrimas comprometedoras
que deixam transparecer o sentir
nos olhos fiéis
de quem não consegue mentir.

São dias em que o sentimento fala mais alto.
São momentos que surgem sem razão,
no meio de tantas razões
que não deixam explicar
o porquê de naquele momento
a lágrima pelo rosto rolar.

Vou deixa-la cair.
Essa e outra que não consiga salvar,
até que nenhuma mais me reste
para que nesta vida agreste,
o seu salgado não volte a provar.

Paula Loureiro

PRINCESA DO MEU REINO

paulaloureiro 06/10/2007 @ 11:31

princesa1.jpgLembro-me dos teus olhos
gracejarem quando me viam.
Lembro-me dos teus pequenos abraços,
fortes e puros, como nunca mais senti em momento algum.
O teu acordar sorridente, ao olhares para mim
e veres que estava lá.
Lembro-me de sofrer cada vez que pensava que irias chorar.
Tratei-te como a minha princesa,
a quem dei o que podia,
procurando por todo o meu reino,
até encontrar o que a minha menina queria.
Tenho saudades de te embalar,
de no meu peito te aconchegar.
Mas a vida passa a correr,
e o meu bebé cresceu.
Hoje os teus olhos não sorriem só para mim.
Os teus braços procuram abraços
que não só os da tua mãe.
Espero que esse alguém não te faça chorar.
Que saibas enfrentar as batalhas da vida.
Que os teus olhos em cada acordar continuem a sorrir,
e que continues a ser princesa,
no reino que por ti vais construir.

Paula Loureiro

RETIREM-SE POR FAVOR!

paulaloureiro 06/10/2007 @ 11:28

Se a Lua e o Sol, sedentos de amor,
cansados de o implorar ao céu
que teima em não lhes dar,sol-e-lua-1.jpg
se conseguirem encontrar,
tapem os olhos, que ninguém se atreva a olhar!
Ao mesmo tempo se fará dia e noite.
O brilho do Sol com o espelhar da Lua,
farão encandear, sem ser permitido a alguém criticar.
Quando se abraçarem,
quando os seus lábios se tocarem,
levemente que seja,
quando por um momento trocarem o amor
pelo vazio, de um peito cheio de dor,
retirem-se por favor!
Serão duas crianças envergonhadas,
vitimas de moralidades já formadas
lutando com a consciência, que os faz meditar
sobre a decisão que só a dois cabe tomar.
Retirem-se todas as estrelas.
Retirem-se todos os que no céu se encontrem a morar.
A Lua e o Sol, necessitam de se amar.

Paula Loureiro

É esta a minha terra

paulaloureiro 06/10/2007 @ 11:22

Concelho do Seixal, terra de pescadores,
banhado pelo rio Tejo,
onde outrora os varinos, eram senhores.
A Falua e a Muleta, eram sua companhia.
A falua transportava o povo,
a muleta, o pescado trazia.
E a ele chegaram,
marinheiros, calafates, carpinteiros de machado.
Foi assim com esta gente de trabalho,
que o Seixal foi povoado.
Viveu-se da seca do bacalhau,
construíram-se moinhos de maré,
foi vivendo assim o povo, não esquecendo a sua fé.
E assim, terra de seixos,
concelho por D. Maria II fundado,
escolheu o S. Pedro, para ser apadrinhado.
Neste concelho, onde não só o mar reinou,
na cortiça do seixal ,por todo o país se falou.
A Mundet, a Wicander,
fabricas onde muita gente trabalhou,
pouco ou nada, delas sobrou.
O vidro, os lanifícios,
também no Seixal se ouviu falar.
São coisas do passado, que muitos têm para contar.
Paulo da Gama, navegador,
homem de grande valor,
também daqui te viram partir,
em busca de terras para descobrir
Esta terra com tanta historia,
é hoje tão diferente!
Já as embarcações não são as mesmas,
já cá não mora a mesma gente.
Formado por seis freguesias,
este concelho de grande vaidade,
é para muitos dormitório,
de Lisboa, sua vizinha cidade.
É esta a minha terra, o concelho do Seixal.
Nem que em nome da historia seja,
não passem cá por passar.
Vejam a sua baia, parem para a saudar.

Paula Loureiro

O mar onde encontro a felicidade

paulaloureiro 06/10/2007 @ 11:14

O mar onde encontro a felicidade
todos podem admirar,
mas só os mais aventureiros
poderão lá chegar.
É de uma imensidão
que não tem fim.
De uma bravura sem igual.
Mar que sem fazer distinção,
recebe todos no seu areal.
Agrada aos que dele não tem medo,
que nas suas ondas se aventuram,
mas não esquece
os que não tem coragem para tal.
E é nos seus recantos,
cheios de encantos,
onde as ondas batem nas rochas,
mas não as passam,
que os mais medrosos o abraçam.
No mar onde encontro a minha felicidade,
não há poluição.
É um cantinho bem escondido,
onde o Homem não pôs a mão.
E quando chega a noite
na minha cama ao me deitar,
fecho os olhos
e ouço as ondas nas rochas a bater.
É o meu mar a convidar-me,
para quando nascer o Sol,
com ele me envolver.


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