Não brinques com as palavras
porque te podes enganar a pronuncia-las.
Não uses sentimentos em vão
porque um dia és destapado.
Não digas jamais o que realmente não sentes
porque também te estás a enganar.
Não prenuncies palavras que desconheces o significado
porque vão soar a falsidade.
Não adulteres o valor da amizade
porque um dia a vais perder.
Não falseies os teus actos
porque não os vais camuflar para sempre.
Não fujas do que pensas
porque estás a fugir do que realmente és.
Não enegreças o Mundo
porque para nego, basta a tua alma.
Paula Loureiro
13/06/2009
paulaloureiro — 13-06-2009 GTM 1 @ 11:39
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Sinto na alma o pulsar da vida,
à tanto tempo perdida , roubada por tempestades
numa qualquer madrugada.
Voltei a sorrir, a ser de novo criança,
mulher , amante de tantos amores que em mim existem.
Estou de volta ao mundo, consegui!
A inquietude não me deixa dormir,
e é com gestos singelos mas tão valiosos ,
que o meu caminho tem sentido,
que me encontro…
que te encontro…
que nos encontra-mos…
VIDA
Paula Loureiro
26/05/2009
paulaloureiro — 26-05-2009 GTM 1 @ 21:44
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Conheço…
A praia serena onde ancoras de vez em vez
antes de partires na descoberta de outros mares.
Conheço…
A areia fina e quente onde te deitas e descansas os pés massacrados
de outras areias que cruzas neste teu caminhar.
Conheço…
O pássaro que te acompanha nos voos em pique
mesmo cansado de tanto voar.
Conheço…
O branco que dá paz ao teu negro manto que não consegues largar.
Falo somente de uma alma esgotada de amar,
do raio de Sol que se retira,
para que em comunhão possa voltar a brilhar.
Paula Loureiro
5/02/2009
paulaloureiro — 05-02-2009 GTM 1 @ 14:32
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Não sei se era Verão…
Talvez o fosse!
Também, pouco importa.
O mar convidava-me e nele entrei.
De olhos vendados entreguei-me às ondas que me abalroavam.
Depois,
cansada deitei-me nas areias e deixei que me amasses.
E falavas-me de amor…
E beijavas-me sem me tocar…
E meus olhos continuavam vendados.
Foi um jogo de cabra- cega
de procura, de entrega,
brincadeira sem vencedor,
loucura que acabou
mas que apenas em minha boca morreu,
quando em jura de silencio prometi
não mais de mim ouvires a palavra amor.
Paula Loureiro
30/01/2009
paulaloureiro — 30-01-2009 GTM 1 @ 19:38
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Deixo cair uma lágrima pelo meu rosto confuso
filha bastarda de meus tristes olhos
e da minha carente alma.
Enxugo-a condenando-a à curta existência
e deixo-a morrer sem que alguém a conheça.
Nesta dor contemplo o amor sem lhe tocar.
E vem a noite…
E vem a lua…
E vêm os beijos que ficam por dar.
Abri a minha janela e jamais a cerrei.
Fujo, mas em mim tropeço, sem sair deste lugar.
Tenho o meu coração com vista para a felicidade,
e a vida em constante corrente de ar.
Quem me destinou este amor sem sentido
que não consigo destruir!?
Paula Loureiro
29/01/2009
paulaloureiro — 29-01-2009 GTM 1 @ 19:06
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Na aurora de tantas auroras
procuras a estrada oposta ao teu caminhar,
o atalho que te concede a evasão a essa fantasia
que te trai e te atormenta.
Mas…
És prisioneira desse amor
escrava dessa paixão que te consome
e que te reduz a um só pensamento.
Avanças e recuas com certezas e incertezas
de quem acredita e desacredita,
em algo escondido que só tu conheces.
Mas…
Inevitavelmente, rendida ao bater do peito,
enrolas-te e aconchegas-te nos braços de quem amas,
mesmo em sonho que seja.
Esperas que seja dia
e assim em sofrimento, abafas esse teu soberbo sentimento
injustamente condenado!!
Paula Loureiro
26/01/2009
paulaloureiro — 26-01-2009 GTM 1 @ 22:00
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Quem comanda o coração desgovernado
que não obedece à razão, à lei e à lógica?
Quem explica a vontade de te abraçar,
quem trava as palavras que prenuncio em segredo,
quem explica este amor que nos envolve?
Quem ??
Quem tem coragem de me ensinar a amar correctamente?
Como se o amor fosse correcto…
Quem diz que estou errada,
quem se atreve a chamar-me leviana?
Quem??
Haverá alguém?
Talvez!
Quem nunca em loucura tenha amado
quem nunca se atreveu a ser feliz,
quem vive com um vazio no peito e na alma
quem não é senão…
um pobre coitado!!
Paula Loureiro
24/01/2009
paulaloureiro — 24-01-2009 GTM 1 @ 23:01
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Sinto o doce da tua doce boca
no meu pensamento que não tem descanso,
numa ânsia de te sentir em mim
numa felicidade infinita que só nós conhecemos.
Numa mistura homogénea,
a tua e a minha vida se dissolvem
ofertando ao mundo que a nós pertence,
uma chuva de amor sem limites
onde o proibido não existe e a loucura é total.
E sonho contigo
E desejo-te
E amo-te
e…
Os nossos corpos fervilham
quando uma e outra vez nos amamos
quanto a ti me entrego,
quando me fazes sentir mulher…
e…
Como uma louca
aqui te espero hoje, sem saber o amanhã!
Paula Loureiro
15/01/2009
paulaloureiro — 15-01-2009 GTM 1 @ 20:41
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Hoje, o brilho é diferente.
Ou talvez a forma de quem olha não seja a mesma…
Já não ofusca como outrora
nos tempos primaveris
em que as ondas calmamente chegavam à praia.
Restam…
Recordações que o mar embravecido
leva consigo até ao infinito inalcançável.
São restos de pequenos nadas,
são sobras de pensamentos de um brilho irreal
que o tempo destapou.
O olhar perdido no horizonte
avista outros cintilares.
Irreais?
O céu o dirá…
Paula Loureiro
1/10/2008
paulaloureiro — 01-10-2008 GTM 1 @ 02:00
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Embarquei na mais bela de todas as caravelas.
Naveguei contigo por esse jardim secreto,
e as lembranças…
Permanecerão intocáveis.
Sem algemas descobrimos segredos de corpos nus
os quais o amor libertou de roupas e receios.
Num desejo longínquo as nossas línguas tocaram-se
e aos beijos…
Seguiu-se a exploração entre vultos escravos,
por um momento sem senhores, sem donos, sem propriedade.
Amei-te.
Amaste-me.
Docemente…
Docemente…
Esquecemos o mundo.
Saciamos os desejos recalcados por o tempo.
E
Docemente…
Docemente…
Na mais bela de todas as caravelas
atingimos com murmúrios e carícias
a Primavera no nosso jardim.
Paula Loureiro
paulaloureiro — 28-05-2008 GTM 1 @ 23:51
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